terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Motim deixa 60 mortos em prisão de Manaus

Motim deixa 60 mortos em prisão de Manaus

Sessenta presos morreram na rebelião do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, informou o secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes. O motim durou mais de 17 horas e foi considerado pelo secretário como “o maior massacre do sistema prisional” do Estado. Os mortos são integrantes de uma facção criminosa e estavam presos por estupro, segundo Fontes. Também houve fugas de detentos, mas o número não foi divulgado oficialmente. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AM) chegou a dizer ao G1 que mais de 130 estão foragidos. O complexo penitenciário abriga 1.229 presos e fica no km 8 da BR 174, que liga Manaus a Boa Vista. A unidade prisional está superlotada e tem capacidade de abrigar 454 presos. Foram apreendidas quatro pistolas, uma espingarda calibre 12 e armas improvisadas, segundo informações preliminares. Além de mortes por armas, foram registradas ainda mortes por incêndio. O ex-policial militar Moacir Jorge Pessoa da Costa, mais conhecido com “Moa”, morreu carbonizado em uma das celas. Até o momento, ele é o único detento com identidade informada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

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